A base de dados desenvolvida no âmbito deste projeto está organizada atualmente em formato de planilha, alimentada por meio do Google Sheets, com possibilidade de exportação em formato CSV ou Excel. A versão atual da planilha possui aproximadamente 50 colunas e 221 linhas, mas é importante destacar que o número de linhas não corresponde exatamente ao número de emissões de dívida, em razão de uma peculiaridade metodológica: cada linha da planilha representa uma série de uma emissão, e não a emissão como um todo.
No mercado de capitais, é comum que uma única emissão de dívida seja desdobrada em mais de uma série, ou seja, em tranches com valores, datas e condições distintas, embora vinculadas a uma mesma escritura. A estrutura da nossa base foi desenhada para refletir esse funcionamento. Assim, além da organização por séries, criamos também um identificador comum para as emissões, de forma a permitir o agrupamento e a análise consolidada dos dados quando necessário. Isso é relevante para variáveis que se repetem dentro de uma mesma emissão (como o trecho contratual que justifica a rotulagem sustentável), mas que coexistem com variáveis específicas de cada série (como valores ou datas).
Dentre as colunas, incluímos também links para documentos externos (escritura, SPO, entre outros). Alguns desses links direcionam a documentos públicos hospedados em sites de terceiros (como ANBIMA ou ERM NINT), o que levanta a questão sobre a necessidade ou não de realizar o download e armazenamento interno desses arquivos. Caso a FGV venha a hospedar esses documentos diretamente, será necessário avaliar a viabilidade técnica e jurídica dessa operação. Alternativamente, podemos manter os links com a devida ressalva de que os conteúdos são externos e estão sujeitos a alterações fora do nosso controle.
Os títulos de dívida sustentável estão espalhados por vários setores, com forte predominância do setor de energia, que concentra 78 das 215 emissões
O setor de energia não apenas lidera o ranking geral, como também é o setor mais frequente no ranking de número de emissões por estado, mostrando que sua dominância está igualmente distribuída por todo o território brasileiro